Maioria das propostas proíbe uso de animais em circo, mas assunto é polêmico

Maioria das propostas proíbe uso de animais em circo, mas assunto é polêmico

Na linha de frente, para que a proposta seja aprovada está o deputado Ricardo Izar (PSD-SP), coordenador da Frente do Congresso Nacional em Defesa dos Animais. 

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Da Agência Câmara de Notícias

Uma das principais atrações do circo está perdendo vez no picadeiro. O uso de animais em espetáculos circenses é o tema de 17 projetos de lei em tramitação na Câmara. Quase todos querem proibir a prática.

Em nove estados brasileiros, não são mais permitidas apresentações com animais (Alagoas, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo). E o Projeto de Lei 7291/06 – que está pronto para ser votado no Plenário da Câmara – quer estender a proibição a todo o País.

Na linha de frente, para que a proposta seja aprovada está o deputado Ricardo Izar (PSD-SP), coordenador da Frente do Congresso Nacional em Defesa dos Animais. “É bonitinho quando a gente vê o urso de saia andando no monociclo, mas, para ele ser treinado dessa forma, ele sofre demais, eles são submetidos a tratamentos inadequados, ficam confinados em jaulas pequenas.”

Já o deputado César Halum (PSD-TO), também integrante da frente parlamentar, pensa diferente e quer debater o assunto. “Eu entendo que o circo sem a presença do animal perde toda a sua atração. As pessoas no Brasil vão ao circo para ver os animais. Eles são o atrativo maior e eles devem ser respeitados na sua integridade física, mas não serem impedidos de trabalhar.”

Cativeiro x liberdade

Para os que militam em defesa dos animais, entretanto, a simples manutenção de um animal em cativeiro já significa desrespeito ao seu direito à liberdade. “Pegar qualquer animal e colocá-lo em um cubículo pequeno para você observá-lo, é mau-trato, sem dúvida”, afirma Pedro Ynterian, proprietário de um santuário de animais em Sorocaba (SP).

O coordenador da área de circo da Funarte, Marcos Teixeira, discorda que o animal sofra por viver no circo, pois, na verdade, faz parte da trupe. Assim como um policial tem no cão um colega de trabalho, diz Teixeira, o circense tem no seu animal um colega de picadeiro. Segundo Marcos Teixeira, o Ministério da Cultura é favorável à participação de animais no circo.

Para o deputado Ricardo Izar, no entanto, a proibição dos animais no circo vai valorizar o artista humano. Basta promover uma mudança de cultura para que a população se acostume ao circo sem bichos. “Antes, um circo que tinha elefante, macaco era constantemente lotado. Já atraía o público naturalmente”, diz gerente do Circo Mundial, Douglas Fernandes. Por outro lado, os circos que desistiram de ter animais por força das leis estaduais reduziram drasticamente seus custos. De acordo com a Fiocruz, um leão, por exemplo, come cerca de 7 quilos de carne por refeição.

Matéria completa em:
http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/412866-MAIORIA-DAS-PROPOSTAS-PROIBE-US
O-DE-ANIMAIS-EM-CIRCO,-MAS-ASSUNTO-E-POLEMICO.html 

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