Brasil é um dos cinco países que abrigam 70% de natureza intocada do planeta

Brasil é um dos cinco países que abrigam 70% de natureza intocada do planeta
Amazônia

Estudo aponta que mais de 70% do que resta de área de natureza selvagem intocadas do planeta estão localizadas no Brasil, Austrália, Canadá, Rússia e Estados Unidos. Segundo a revista Nature, pesquisadores da Universidade Queensland e da Wildlife Conservation Society (WCS) alertam para a falta de respostas de alguns desses países em relação às mudanças climáticas.

As áreas terrestres e marítimas não afetadas pela humanidade correspondem a apenas um quarto do planeta. Milhares de espécies ameaçadas pelo desmatamento e pela pesca excessiva buscam estes refúgios como defesa contra eventos climáticos provocados pelas mudanças climáticas. Áreas intocadas na Antártida e em alto mar que não fazem parte de fronteiras nacionais ficaram de fora da pesquisa.

O professor de ciência da conservação da Universidade de Queensland e principal autor do estudo, James Watson, alertou para a grande responsabilidade que esses países têm de manter o que resta de natureza selvagem. “Pela primeira vez, mapeamos áreas de natureza selvagem terrestres e marinhas e mostramos que não resta muito”, enfatizou.

Foram analisados oito indicadores do impacto humano sobre a natureza, entre eles ambientes urbanos, terras de cultivo agrícola e projetos de infraestrutura. Foi constatado que apenas 13% dos mares do planeta apresentam poucas ou nenhuma marca da atividade humana, considerando pesca, transporte industrial e poluição com fertilizantes.

A agricultura e mineração foram responsáveis pela perda de área de natureza selvagem do tamanho da Índia, entre 1993 e 2009. Há dez anos, o planeta contava com 83% de áreas intocadas.

Leis de conservação ambiental e proteção das áreas intocadas foram defendidas pelos cientistas. Eles também solicitaram “uma pausa para a natureza” e afirmaram que as áreas de natureza selvagem da Terra estão passando pela “mesma crise de extinção que as espécies de animais”.

Biodiversidade da Amazônia

No Brasil, existem projetos na área ambiental que promovem o cuidado da fauna e flora brasileiras, como o Projeto de Lei 3710/2012, de autoria do deputado federal Ricardo Izar, que aponta que o tráfico de animais silvestres no país seja o responsável pelo desaparecimento de aproximadamente 12 milhões de espécies.

Em cada 10 animais traficados, apenas 01 chega ao seu destino final, 09 acabam morrendo no momento da captura ou durante o transporte. Ao estabelecer uma pena mais elevada, o PL propõe vedar as práticas que coloquem em risco o meio ambiente, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.

O Projeto de Lei 3423/2012, também de autoria de Izar, defende que Conselhos de Fiscalização possuem importante participação social, tendo em vista que, conjuntamente com outros órgãos do Estado, atuam em defesa da ética e da sociedade em especial no que tange à saúde e qualidade de vida das comunidades, à conservação e sustentabilidade da biodiversidade e ecossistemas (ambiental) e ao desenvolvimento científico e tecnológico indispensável ao crescimento econômico e social do país. Diante disso, não resta dúvida de que o Biólogo pode exercer a responsabilidade técnica pela produção, beneficiamento, reembalagem ou análise de sementes em todas as suas fases.

Pensando nas gerações futuras, o deputado Ricardo Izar apresentou o Projeto de Lei 3422/2012 que defende a geração de energia limpa proveniente do vento, conhecida como energia eólica.  Segundo o texto, o Brasil goza de uma potência extraordinária deste recurso, baseando-se que em 71 mil quilômetros quadrados do território nacional a velocidades de vento jê superior a sete metros por segundo, propiciando um potencial eólico da ordem de 272 terawatts – hora por ano ( TWh/ ano) de energia elétrica, como aponta estudo desenvolvido por pesquisadores do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Apesar de ser um recurso renovável e limpo, diferentemente dos combustíveis fósseis, existem outros aspectos sócio-ambientais de suma importância a serem apontados:

  • Ocupa tão somente entre 3% e 4% do território total das Fazendas em que são instalados.
  • Não utiliza quantidades significativas de água para manutenção e utilização da mesma, somente é necessária para a etapa de concretagem durante a construção.
  • Dentro de um parque de geração o mesmo cabeamento para condução da energia elétrica gerada pode ser utilizado para a utilização de energia solar.
  • É uma alternativa para renda adicional em regiões de baixa produtividade do Solo, como determinadas localidades do Sul e do nordeste brasileiro.
  • Possibilidade da utilização da energia eólica por meio de pequenos propulsores no topo de edifícios e residências, uma tecnologia inovadora, cujo uso pode ser de grande valia para o Brasil, e que já vem sendo implementado em grandes metrópoles de todo o mundo.

 

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