Aquecimento Global

Aquecimento Global

Precisamos pensar no próximo e nas gerações futuras.

Aquecimento global é o processo de aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto da superfície da Terra. A causa desse aumento de temperatura são as emissões humana dos gases do efeito estufa (fábricas, veículos, atividade pecuária, desmatamento etc), amplificado por respostas naturais a estas perturbações iniciais e artificiais, em efeitos que se autorreforçam em realimentação positiva.

As consequências do aumento de temperatura são graves para todos os seres vivos, incluindo o homem. O aquecimento global tem impactos profundos no planeta, tais como a extinção de espécies animais e vegetais, alteração na frequência e intensidade de chuvas (interferindo, por exemplo, na agricultura), elevação do nível do mar e intensificação de fenômenos meteorológicos (por exemplo: tempestades severas, inundações, vendavais, ondas de calor, secas prolongadas), entre outros.

Essas conclusões foram obtidas após análise dos diversos cenários de emissões de gases de efeito estufa para os próximos 100 anos, feitas por cientistas do IPCC.

Importante frisar que são as ações humanas que têm interferido sobre o ambiente nesse ritmo acelerado. Estudos indicam que, enquanto a temperatura média global subiu, aproximadamente, 5°C em 10 mil anos – contados desde o fim da última glaciação até 10 mil anos atrás pode aumentar os mesmos 5°C em apenas 200 anos, a continuar o ritmo de aquecimento global que se observa nas últimas décadas.

Esta rápida transformação levou o Prof. Paul Crutzen, Prêmio Nobel de Química, em 1995, a definir os últimos 200 anos a partir da Revolução Industrial como o “antropoceno”, isto é, uma era geológica dominada pelas transformações ambientais globais causadas pelas atividades humanas.

A emissão dos gases produzidos por ação humana na atmosfera dificulta a dispersão para o espaço da radiação solar e segura o calor dentro da Terra causando, dentre outras consequências, o derretimento das calotas polares e o aumento no nível das águas do mar, o que tem consequências para o ecossistema mundial.

Sobre esse tema, participei de um seminário realizado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) da Câmara dos Deputados, que discutiu as principais metas que serão debatidas na Conferência das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas (COP-21), que acontecerá no final do ano, em Paris.

As nossas principais metas são para que a redução seja uma realidade em 2020. Pretendemos chegar na marca de desmatamento zero; realizar um manejo de 50% das pastagens; implementar metas nas políticas públicas de biocombustíveis (combustível que consome em sua plantação o que emite de gás quando queimado, portanto, considerado como uma energia limpa), saneamento básico e de resíduos sólidos; e zerar o crescimento energético de combustíveis fósseis, em cinco anos.

São metas ambiciosas, mas estamos trabalhando perante o poder executivo para que isso se torne uma realidade. As campanhas precisam sair do papel e as obrigações legais impostas a iniciativa privada precisam sem fiscalizadas e cumpridas.

Esse é um tema de suma importância e que mexe não apenas com as nossas vidas, mas com a vida das gerações futuras: não temos o direito de desapontá-los, é por isso que não medirei esforços para o cumprimento desses objetivos.

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