Estudos recentes reforçam os perigos causados pelo uso de agrotóxicos

Estudos recentes reforçam os perigos causados pelo uso de agrotóxicos
Agrotóxicos causam envenenamento

Animais da América Latina têm mostrado sinais de envenenamento causado pelo uso de agrotóxicos. Pesquisas recentes reforçam o discurso de ambientalistas em relação ao uso desses produtos em lavouras. De acordo com a revista “Nature, os tico-ticos de coroa branca (Zonotrichia leucophrys), animais naturais de países do continente sul-americano, têm apresentado sinais de intoxicação, perda de massa corporal e alteração na orientação de voo.

Especialistas reforçam que qualquer ser vivo pode ser prejudicado pelo efeito de agrotóxicos disseminados pelo ambiente. Insetos, répteis, anfíbios, mamíferos, peixes, demais organismos aquáticos e espécies vegetais, são alvos dos efeitos tóxicos causados por esses produtos. “Isso é muito perigoso. Não somente perigoso e errado conosco mas com nossos filhos, nossos netos, que precisarão de um meio ambiente equilibrado para sobreviverem com qualidade”, diz o candidato a deputado federal Ricardo Izar.

O parlamentar é conhecido por suas convicções relacionadas à preservação do meio ambiente. Ele argumenta que essas substâncias são muito perigosas se sua fiscalização e liberação para uso forem mal executadas. “Precisamos repensar o Brasil, nossas lavouras priorizam hoje o plantio fazendo uso de agrotóxicos”, alertou Ricardo Izar. Esses produtos não atingem somente as pragas que atacam as lavouras mas atuam também em processos comuns aos seres vivos.

Cientistas brasileiros têm observado também a mortalidade de abelhas afetadas por defensivos agrícolas. Esses produtos são desenvolvidos para eliminar insetos, e a abelha, sendo também um inseto, está dentro desse rol de vítimas. Pesquisas feitas pelo Projeto Colmeia Viva em parceria com universidades paulistas registraram este problema. Os estudos não têm registros similares de outros estados mas em São Paulo essa dificuldade é real.

A preocupação dos cientistas está relacionada à extinção dos insetos que têm papel fundamental na produção de alimentos. Segundo dados dessa pesquisa, 70% das plantas com flores são polinizadas por abelhas e a produção é dependente do polinizador na maioria das culturas. O uso responsável de agrotóxicos pode evitar o enfraquecimento de animais polinizadores e evitar que pragas destruam safras inteiras.

PL do Veneno

O Projeto de Lei nº 6.299/2002 que está em tramitação no Plenário, pretende alterar a nomenclatura dos agrotóxicos para “defensivos agrícolas” e “produtos fitossanitários”. Além dessa mudança, o PL prevê a proibição desses produtos apenas em casos de “risco inaceitável”. Com sua aprovação, a comercialização, armazenamento e o transporte da mercadoria ficariam facilitados.

Ambientalistas têm lutado contra a aprovação do projeto, o qual altera suas regras de fiscalização e aplicação. A tendência, com a regularização do projeto, é consumo maior de agrotóxicos. O deputado Ricardo Izar compartilha da mesma filosofia da ANVISA, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde, do Instituto do Câncer (INCA) e do IBAMA, os quais são contra a aprovação das mudanças legislativas propostas pelo PL 6299/2002, os quais oferecem e incrementam risco à vida de muitos organismos – humanos e não-humanos.

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