Portal G1: PSOL pede abertura de processo contra Argôlo no Conselho de Ética

Portal G1: PSOL pede abertura de processo contra Argôlo no Conselho de Ética

8/5/2014 – Deputado é alvo de denúncia de envolvimento com doleiro preso pela PF.Processo no conselho poderá ser mais rápido que ação na corregedoria.

g n 205 6i4l 1 300x225 - Portal G1: PSOL pede abertura de processo contra Argôlo no Conselho de ÉticaO PSOL pediu nesta quarta-feira (7) ao Conselho de Ética da Câmara a abertura de processo contra o deputado Luiz Argôlo (SDD-BA) por quebra de decoro parlamentar, por suposto envolvimento com o doleiro Alberto Yousseff. As investigações, se abertas pelo colegiado, podem resultar em penalidades que vão de advertência até a cassação do mandato.

Yousseff foi preso pela Polícia Federal em março por suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 10 bilhões. O deputado do Solidariedade já é alvo de procedimento de investigação na corregedoria da Casa, iniciado a pedido do PPS. No entanto, o processo no Conselho de Ética segue rito mais célere, já que a investigação da corregedoria precisa, posteriormente, passar conselho.

“As investigações não se excluem, são complementares. Mas o processo no Conselho de Ética é mais objetivo, tem prazos que evitam que a pessoa postergue muito as investigações. Desde que as denúncias apareceram, o deputado desapareceu do Congresso e a corregedoria não consegue notifica-lo”, disse o vice-líder do PSOL Chico Alencar (RJ).

De acordo com reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, Alberto Youssef teria bancado de um a dois caminhões lotados de bezerros para Argôlo, a um custo de R$ 110 mil. Já reportagem da revista “Veja” publicada no final de abril revelou trocas de mensagens atribuídas ao doleiro e ao parlamentar em que ambos supostamente discutem pagamentos e saques de dinheiro.

Conforme a publicação, após uma dessas conversas, Yousseff teria transferido R$ 120 mil para o chefe de gabinete de Argôlo.
Desde que surgiram as denúncias, o deputado não se manifestou sobre as suspeitas de envolvimento com Youssef nem sobre os processos abertos na Câmara.

“As graves denúncias, além de constituírem indícios da prática de atividades ilícitas pelo representado, caracterizam, por si, condutas incompatíveis com a ética e decoro parlamentar e que desprestigiam a Câmara, seus membros, em flagrante prejuízo da já péssima imagem do Poder Legislativo”, diz a representação assinada pelo presidente do PSOL, Luiz Silva Araújo.

De acordo com o presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar (PSD-SP), o requerimento será entregue à Mesa Diretora da Câmara, que devolverá o documento ao colegiado.

“Assim que chegar aqui, a gente pede a instalação do processo a partir de uma sessão do conselho e vamos nomear um relator para comandar as investigações”, disse. Segundo ele, o prazo total para as apurações e votação do relatório é de 90 dias.

Se o colegiado aprovar sanções ao deputado, o processo seguirá para o plenário da Câmara, onde precisará ser aprovado por pelo menos 257 deputados.

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