Ricardo Izar Júnior (PSD-SP) é eleito presidente do Conselho de Ética da Câmara

Deputado eleito diz que vitória ‘demonstra que conselho é independente.

BRASÍLIA — Por 11 votos a 10, o deputado Ricardo Izar Júnior (PSD-SP) foi eleito presidente do Conselho de Ética da Câmara na disputa com o deputado Marcos Rogério (PDT-RO). O acordo entre o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o PDT para eleger o novato e desconhecido deputado Marcos Rogério não vingou.
O novo presidente destacou a independência do colegiado.
– A votação foi apertada, mas demonstra que o conselho é independente. Não tem pressão de partido nem de liderança. Cada parlamentar vota com sua consciência disse Ricardo Izar.
Segundo ele, não houve quebra de acordo porque o acordo não foi com todos os partidos, mas sim entre Henrique Alves e o PDT.
O líder do PDT, deputado André Figueiredo, reclamou que houve quebra no acordo.
— Vários parlamentares não tem palavra, garantiram seu voto e não cumpriram a palavra. É questionavam a ética daqueles que declinam o voto em uma pessoa e na hora de votar votam para outra.
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O deputado Ricardo Izar Júnior lançou sua candidatura avulsa e era o favorito na disputa. O mandato do presidente do Conselho de Ética é de dois anos. O colegiado é formado por 21 membros titulares e outros 21 suplentes.
Mais cedo, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), ameaçou o PSD e afirmou que, se o partido insistir e ganhar a presidência do órgão, irá perder a indicação para a Corregedoria da Casa. A Câmara transformou a corregedoria em órgão autônomo, e o presidente da Câmara prometeu indicar o deputado Átila Lins (PSD-AM) para a vaga.
— Não tem sentido, o PSD não vai ficar com a Corregedoria e o Conselho de Ética. Se o PSD ganhar na disputa avulsa no Conselho de Ética, vai perder a corregedoria, não vamos aceitar isso. Vai complicar os parlamentares dele votando a favor da candidatura dissidente. É difícil segurar o acordo. O problema todo é que foi feito acordo. O Conselho não é comissão em que há a ordem de escolha, são cargos que a Mesa define. Os acordos são feitos. O Conselho de Ética era do PDT, o presidente trocou de partido (foi para o PSD). O PDT tinha, de certa forma, postura que lhe pertencia (a presidência). Defendemos que se mantivesse com o PDT — disse Eduardo Cunha, acrescentando:
— A mim o presidente pediu para ajudar no acordo, deste acordo eu fiz parte. Não tenho nada contra o Izar. O problema é que foi feito um acordo.
O líder do PSB na Câmara, deputado Beto Albuquerque (RS) criticou o acordo feito para eleger o deputado do PDT:
— O Conselho de Ética não pode ser fruto de acordo para a eleição presidencial da Câmara. Tem prerrogativa grande e importante, atua com independência.

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