Valor Econômico: Vargas falta pela terceira vez a Conselho de Ética

Valor Econômico: Vargas falta pela terceira vez a Conselho de Ética

30/7/2014 – Após o terceiro convite, o deputado André Vargas (sem partido-PR) não compareceu ao Conselho de Ética.

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Após o terceiro convite, o deputado André Vargas (sem partido-PR) não compareceu ao Conselho de Ética

da Câmara dos Deputados ontem para falar sobre seu envolvimento com o doleiro Alberto Youssef. O ex-
vice-presidente da Câmara alega ter sua defesa cerceada pelo relator do processo no conselho, o deputado

Júlio Delgado (PSB-MG), por não ter acesso a documentos do caso.

Os advogados de Vargas enviaram carta ao colegiado informando que ele não poderia comparecer à

reunião. A justificativa é que não houve tempo para avaliar o processo, que teria mais de 14 mil páginas. De

acordo com a carta, o Conselho de Ética só liberou os arquivos na véspera do depoimento. “O próprio

relator, deputado Júlio Delgado, assinou o prazo de cinco dias úteis para a defesa técnica se manifestar, e o

prazo começou a correr na data de 28 de julho de 2014, a se findar no dia 1o de agosto de 2014”, apontou a

defesa.

O relator do processo rebateu as críticas: “Eles tiveram acesso a todo o processo no STF. Em nenhum

momento foi cerceado o direito de defesa”, afirmou Delgado.

Na última quinta-feira, o presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski,

determinou que a defesa de Vargas seja autorizada a acessar todo o processo e fixou prazo de cinco dias

para apresentação da defesa.

O relator do conselho anunciou ontem, durante a reunião, que aguardará a manifestação da defesa de

Vargas até sexta. A partir de então, abrirá prazo de dez dias para leitura do parecer final da relatoria.

Apesar disso, Delgado afirmou que pode adiantar a apresentação do parecer para a próxima terça-feira.

Vargas voltou a pedir ao STF que suspenda o andamento da representação. Desta vez, argumentou que o

presidente do Conselho de Ética, o deputado Ricardo Izar (PSD-SP), desrespeitou o STF ao marcar o

depoimento seu e das testemunhas sem observar os cinco dias para a defesa. Ontem, Lewandowski voltou

a negar a paralisação do processo, dizendo que a “incoerência” nas datas não justifica a interrupção. Ele

determinou, porém, que o Conselho de Ética passe a respeitar o prazo para defesa.

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