Brasil precisa conscientizar mais a população a doar órgãos, defende Izar

Brasil precisa conscientizar mais a população a doar órgãos, defende Izar
"Temos que informar e conscientizar a sociedade por meio de campanhas e promover um debate em escala nacional”

O Sistema Único de Saúde (SUS) tem o maior programa de transplantes do mundo, com 87% de todas as cirurgias realizadas mediante recursos públicos. Contudo, milhares de pessoas aguardam diariamente por uma oportunidade de recomeço com novos órgãos e tecidos – muitas vezes sua única esperança para uma sobrevida de qualidade. Na visão do deputado federal Ricardo Izar, é preciso conscientizar a população sobre a importância do ato de salvar vidas por meio da doação.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2017, 42% das famílias negaram a retirada de órgãos após o diagnóstico de morte encefálica. O índice é o mais baixo dos últimos cinco anos, quando oscilou até 44%, apenas. “Essa taxa de recusa familiar está estacionada em quase metade da população desde a década de 1990”, lamenta Izar. “Precisamos informar e conscientizar a sociedade por meio de campanhas educativas e promover um debate em escala nacional.”

Diante desse desafio, em março, o deputado levou ao Ministério da Educação uma proposta para inserir o tema na grade curricular de escolas de ensino fundamental e médio, ao lado de representantes da Associação Brasileira dos Transplantados (ABTx). “Acreditamos que incluir o tema da doação e transplantes na pauta educacional representa um caminho para construir uma cultura doadora, porque crianças e adolescentes ajudam a formar opinião em suas residências.”

Izar iniciou em abril uma campanha de conscientização dentro da Câmara dos Deputados, a partir de suas redes sociais. O parlamentar encampou de vez a pauta da Doação de Órgãos em agosto de 2017, ao organizar um encontro em parceria com o músico e ativista Bruno Saike, em São Paulo. O evento reuniu familiares de doadores, pacientes transplantados e na lista de espera, médicos e enfermeiras.

O transplante é um procedimento cirúrgico para substituir um órgão (coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim) ou tecido (córneas, medula óssea, ossos) de uma pessoa doente por outro órgão ou tecido saudável proveniente de um doador, vivo ou morto. No Brasil, a doação só ocorre após autorização familiar.

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