Deputado Ricardo Izar Jr fez um Pronunciamento na Câmara Federal dos Deputados, manifestando seu repudio ao caso do desmatamento na cidade de Serra Negra.

8/2/2012 – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, volto a esta tribuna para lamentar o ocorrido recentemente no município de Serra Negra, Estado de São Paulo. 

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, volto a esta tribuna para lamentar o ocorrido recentemente no município de Serra Negra, Estado de São Paulo.

Há menos de um mês, o prefeito Antonio Luigi Ítalo Franchi autorizou o corte de aproximadamente 100 árvores exóticas e centenárias, como pinos e figueiras, sob o pretexto do progresso a todo custo, numa demonstração clara de irresponsabilidade e descaso.

Apesar de o terreno ser particular e estar, segundo os seus proprietários, fora da área de preservação permanente, os prejuízos são muito grandes para a população e, sobretudo, para o meio ambiente. A área abriga sete importantes nascentes que poderão ficar seriamente afetas, pois sem as raízes das árvores, a água da chuva não será absorvida, reduzindo drasticamente o nível do lençol freático. Por mais absurdo que possa parecer, Serra Negra é conhecida como a cidade das águas e da saúde. Novamente o homem privilegia o capitalismo em detrimento do meio ambiente. Um passivo que dificilmente será pago, pois a natureza leva anos para se recompor o que os gananciosos destroem em minutos. Não tenho dúvidas que o ocorrido em Serra Negra comprometerá esse belo título.

O local será destinado para a construção de um loteamento e um centro de convenções. O frescor da mata dará lugar ao calor do concreto. A dúvida da população agora é apenas uma: quem ganha com a degradação? O povo, logicamente é que não é. Quais os verdadeiros interesses? Somente a prefeitura poderá responder a tantas dúvidas.
Os serra-negrenses foram saqueados. O mais doloroso é que a prefeitura tenta minimizar o fato, alegando que os donos do terreno plantarão novas mudas. Mas, será que eles plantarão também a história das pessoas? Claro que não! Não há mais como compensar os prejuízos.

O lugar era conhecido como mágico e de muita paz. Mas, todas as manhãs e ao final da tarde, tucanos e corujas se amontoavam nas enormes copas das árvores fazendo uma sinfonia particular para os seus admiradores. Ninhos foram perdidos e o turismo já está sendo afetado. Esse era o Bosque do Gurupiá, destruído friamente pelos capitalistas de plantão, apoiado pelo prefeito Antonio Luigi.

Que pena, prefeito!
Era o que tinha a dizer, Sr. Presidente.
Muito obrigado

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